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Lea T x Ariadna: qual a transexual do momento?


A modelo, com seu sucesso internacional, e a cabeleireira, com efêmera fama do BBB11, colocam em evidência o tema da mudança de sexo

Maria Carolina Maia
Lea T e Ariadna (620)
Ariadna já é oficialmente mulher; Lea T. se chama Leandro Cerezo, que é naturalizado italiano (Reprodução)
Apesar de alguns pontos em comum, um mundo de diferenças separa a modelo Lea T da ex-BBB Ariadna
Desde criança, eles se perceberam diferentes. Ariadna, que se tornou conhecida pela sua rápida participação noBig Brother Brasil 11, começou a fazer as sobrancelhas ainda adolescente. A modelo Lea T, que desfila neste sábado na São Paulo Fashion Week para o estilista Alexandre Herchcovitch, também mimetizava o comportamento feminino. Chegou a andar na ponta dos pés como bailarina e a cobrir a cabeça com camisetas para simular uma longa cabeleira quando criança. Na vida adulta, as duas tomaram a decisão que lhes renderia ao mesmo tempo repercussão e preconceito: mudar de sexo e adotar, definitivamente, o gênero feminino.
A busca das duas pelo gênero feminino, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) entende como decorrente de um transtorno, o da inadequação ao sexo com que se nasceu, teve passagem pela Itália. Foi lá que Lea cresceu depois que o pai, o ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, foi jogar no país. E foi lá que Ariadna viveu uma temporada, trabalhando como garota de programa para juntar o dinheiro necessário à cirurgia de mudança de sexo que faria na Tailândia.
 
Mas, apesar dos pontos em comum, um mundo de diferenças separa a modelo Lea T da ex-BBB Ariadna. Confira abaixo o que as distingue e vote na enquete para escolher a transexual do momento no Brasil.
 
Corpo
Ariadna Thalia, que se chamava Tiago da Silva Arantes, morou quase cinco anos na Itália antes de trocar de sexo na Tailândia, país que vem sendo procurado por muitos transexuais brasileiros por facilitar o caminho para a mesa cirúrgica. A operação foi feita em 2009, mas a ex-BBB já tomava hormônios desde os 16 anos. Lea T, que se prepara há cinco anos para a operação, também toma hormônios. Entre outras coisas, as doses hormonais garantem voz mais fina, traços mais delicados e seios pequenos. O caso de Lea está na justiça de Milão e deve ser julgado em março. Se der certo, deixa de se chamar Leandro Medeiros Cerezo e adota oficialmente o nome Lea T.
 
Família
Aqui, a história das duas transexuais se distingue brutalmente. Lea T conta com a compreensão da família. O pai, apesar de ter atuado em um meio notoriamente machista, já afirmou que nunca deixará de amá-la. A mãe, embora religiosa, garantiu que não a abandonará. Já Ariadna enfrenta problemas familiares desde criança. Ela deixou a casa da mãe ainda na adolescência, devido aos maus tratos infligidos pelo padrasto. Durante a semana em que passou no BBB, ela comentou com o barman Igor que diversos conflitos a tinham afastado dos parentes, com quem tem raro contato. E chegou a fazer uma promessa: nadaria nua na piscina do reality show se não fosse eliminada e se a mãe comparecesse aos estúdios do programa na noite do paredão.
 
Vida sexual
Enquanto Ariadna é uma figura lúbrica, altamente libidinosa, Lea T se define como uma pessoa quase nula sexualmente. Nunca teve namorado e sua iniciação sexual, além de tardia, aos 20 anos, foi decepcionante. O empecilho seria o corpo, do qual ela sente vergonha. Para Ariadna, esse nunca foi um obstáculo. Mesmo antes da operação de mudança de gênero, que preservou seus nervos e consequentemente seu prazer, ela já era bastante ativa sexualmente. Após o anúncio dos selecionados para esta edição do Big Brother Brasil, circularam fotos e vídeo pela internet com a cabeleireira em momentos para lá de íntimos.
 
Carreira
As atividades de Lea T e Ariadna as situam em mundos opostos. Lea T é uma modelo em ascensão internacional. Estrelou uma campanha da Givenchy e estampa a capa da edição de fevereiro da revista britânica Love, beijando na boca ninguém menos que a top Kate Moss. É amiga do estilista Riccardo Tisci, que a iniciou na transexualidade, na moda e na grife Givenchy, para a qual ele trabalha, e que lhe emprestou o T do nome artístico. Lea vive em um mundo de glamour, ao passo que Ariadna, hoje cabeleireira em Realengo, zona oeste do Rio, teve os poucos dias de Big Brother Brasil – e o título de primeiro transexual do reality show global – como o máximo de glória conquistado até aqui.

Famosos são iguais anônimos





Jennifer Lopez, cantora e atriz, 41 anos
s


Katie Holmes, atriz, 32 anos


Britney Spears, cantora, 29 anos 


Celebridades sem maquiagem


Katherine Heigl

 
Jessica Biel

Nany People

Então sou feliz pelo carinho de vocês meus fãs continue assim
ta meu bem eu posso pois tenho poder................................

Travesti envolvido em polêmica com Ronaldo é enterrado em SP


O corpo de André Luiz Ribeiro Albertini, de 22 anos, foi enterrado por volta das 10h15 desta sexta-feira (10) no Cemitério Santa Lídia, em Mauá, no ABC. Albertini, mais conhecido como a travesti Andréia Albertini, morreu após complicações causadas por pneumonia e meningite. Ela ficou conhecida após se envolver em um escândalo com o jogador de futebol Ronaldo em abril de 2008.
Poucos familiares e amigos acompanharam o enterro, após toda a madrugada de velório no cemitério. A mãe de Albertini, a dona de casa Sônia Maria Ribeiro, de 49 anos, tentava suportar a perda. “Ninguém sabe o que estou sentido, talvez só quem já tenha tido a mesma perda.”
A travesti morreu na manhã de quinta-feira (9) em um hospital de Mauá. Ela estava morando em um flat em São Paulo há dois meses. Para a mãe, Andréia não estava acostumada com o frio que enfrentou quando chegou. Além disso, uma forte depressão teria acelerado a doença.
As condições de saúde de Albertini foram descobertas depois que a dona do flat estranhou o confinamento da travesti, que não saía há dias, e resolveu arrombar a porta. Segundo a mãe, ela foi encontrada sentada no sofá, sem forças para se levantar ou comer.
Com a ajuda do ex-marido e pai de criação de Albertini, Sonia saiu de Mauá, onde mora, e foi até São Paulo. Ela relembra que trouxe Andréia para casa bastante debilitada, e tentou leva-la para o hospital. “Eu trouxe ela no domingo (5). Na segunda (6), ela ficou em casa. Na terça (7), teve uma convulsão e eu levei para o hospital já em coma”, detalha.
Ao chegar ao hospital, o médico disse que a situação de Albertini era delicada. “Ele me disse que, se sobrevivesse, ela ia ser um vegetal”, relembra.
Vaidade
A mãe lembra que Andréia era muito vaidosa. "Eu acredito que ela ia ficar contente com a repercussão de sua morte, sinal de que ela não morreu no anonimato. Ia dizer: ‘O pessoal lembrou de mim’. Não deixa de ser uma homenagem, embora em uma situação terrível”, afirma a mãe, que se refere a Albertini como “ela” porque “era assim que ela gostava de ser chamada”.
Segundo ela, Albertini se dava bem com os dois irmãos, um de 32 anos e outro de 14. “Ela jogava videogame com o mais novo. Os dois ficavam mexendo nos joguinhos do celular”, relembra a dona de casa.

Mais uma morta por silicone industrial

Foi presa em São Paulo a travesti conhecida como Elba, 43 anos, acusada de provocar a morte de outra travesti, Shelley,de 22 anos.Elba era conhecida por aplicar, irregularmente e ilegalmente, silicone em jovens que saíam de outros estados do país para se prostituírem em São Paulo, capital.
Elba realizava o procedimento em sua própria casa, sem qualquer amparo médico. A travesti aplicava a anestesia e implantava as próteses ou botox, o valor baixo que era cobrado de suas “clientes” atraia muita atenção, em média Elba cobrava R$ 300, independente do procedimento.
O auto risco da prática causou a morte de uma travesti de embolia pulmonar, em dezembro do ano passado, após o material injetado entupir os vasos sanguíneos. Devido ao crime, Elba foi indiciada por homicídio doloso. A Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias.

Casal de transexuais de SP vive junto há 13 anos


Ah, o amor… Daniel, 51 anos, e Paula, 44 anos, estão juntos há 13 anos. Até aí, semelhanças com muitos casais. Mas a história deles é diferente. Daniel é um transexual masculino, nasceu em corpo de mulher, mas tem a identidade psicológica de um homem. Paula é uma transexual feminina, nasceu em corpo de homem, mas, psicologicamente, é mulher. E, por gostarem do sexo oposto, lembre-se, eles são heterossexuais.
Os dois se conheceram justamente em uma sessão de terapia em grupo para transexuais, em São Paulo. Nesse tempo juntos, eles se apóiam na adequação do corpo à mente de cada um. Daniel retirou as mamas em 1990 e já passou por 40 cirurgias. E haverá outras. Paula passou a ter neovagina em 2000. Os nomes são fictícios. Os desafios, contaram ao jornal Diário de S. Paulo, são muitos, mas hoje eles são felizes.


Médica transexual é espancada em ataque homofóbico


Três homens a atacaram
Marcas escuras no olho, rosto inchado. A médica Fernanda Campos chegou a desmaiar. A agressão aconteceu depois que ela bateu no retrovisor de outro carro.
Ao fugir, ela foi perseguida por três homens, retirada do carro pelos cabelos e espancada até que um taxista gritasse e espantasse os agressores. De volta ao carro, ela foi perseguida novamente e chegou a desmaiar antes de chegar ao Palácio da Polícia onde prestou queixa.

Ela denuncia que o caso é de homofobia. "Viram pelo vidro que eu era uma transex" disse a médica em entrevista para a Rádio Gaúcha.

"Fui arrancada pelos cabelos, me chutaram, deram socos, me derrubaram no chão" realtou.

A polícia conseguiu identificar a placa do carros dos agressores e está investigando o caso.

O ataque aconteceu na madrugada de ontem. Na manhã da terça, a médica fez novo exame médico e denunciou o caso à entidades de defesa dos homossexuais.

Transexual espancada no McDonald’s conta drama. Funcionário que filmou é demitido



Isso tem de acabar gente! Todo mundo tem direito de existir e ser quem se é. Se presencio um epísódio destes, não permito a agressão, mesmo que para isso eu tenha de usar a força. Cláudio.

As cenas são terríveis e mostram várias faces da violência humana. Uma é o ódio irracional aos diferentes, no caso uma transexual que ia ao banheiro de uma franquia do McDonald’s de Baltimore, EUA. Um ódio que por pouco não provocou uma morte estúpida. A outra face é a omissão total de quem deveria proteger clientes numa rede que se orgulha de disseminar uma imagem de bom atendimento aos clientes – e cuja direção geral também se diz chocada com o episódio.
Chama atenção que sejam duas mulheres a bater no(a) transexual. Por mais que homens protagonizem com mais frequência episódios de violência, cada vez mais mulheres se mostram publicamente agressivas e covardes. Neste caso, quase assassinas.
O caso foi o seguinte: no dia 18 de abril, na lanchonete da Kenwood Avenue, em Rosedale, Baltimore, EUA, duas jovens – uma menor de idade, de apenas 14 anos, e a outra, de 18 – atacaram e espancaram por longo tempo uma cliente de 22 anos, Chrissy Polis, sob o olhar complacente dos funcionários da lanchonete. Ouvem-se risos ao fundo. As agressoras puxam a vítima pelos cabelos, chutam, pisam, dão soco, empurram, arrastam-na pelo chão. Chamam a vítima de “dude” (traduzido para português por “macho, homem, cara” e, no caso, usado de forma pejorativa com o transexual que, diferentemente do homossexual, se considera mulher, se veste como mulher e costuma se submeter a cirurgias).
O gerente “ensaia” um protesto e pede às duas que vão embora. “Stop, stop“, limita-se ele a gritar, em vez de impedir a barbárie e chamar a polícia. As agressoras vão indo embora, mas voltam seguidamente para continuar a selvageria, sem ser bloqueadas pelos empregados. A vítima fica encolhida no chão, tenta se proteger, proteger a cabeça especialmente por medo de morrer. Somente uma senhora mais velha, também cliente, intercede vigorosamente em favor da vítima – não o staff do McDonald’s. Quando a transexual começa a sangrar e tremer no chão, os funcionários, com medo da polícia e de acabar, como dizem no vídeo, “com um corpo, um cadáver no chão”, expulsam as agressoras para que elas se livrem da prisão em flagrante.

Garoto de 8 anos é diagnosticado transexual e fará mudança de sexo


Josie Romero (à direita), apesar dos 8 anos de idade já tem muita história para contar. Ela na realidade nasceu menino e se chamava Joey.
Sua família contou sua história como parte de um novo documentário do canal Channel 4. Vanessia, sua mãe, disse que Josie sempre afirmou ser uma menina, embora fosse constantemente corrigida por ela. “Quando ela começou a falar, dizia que era uma menina. Nós costumávamos corrigi-la e dizer: ‘Não, você é um menino’”. Aos cinco anos, ela recusava-se a cortar os cabelos e só usava cores como laranja e rosa.
Quando completou seis anos, Josie, que também tem uma irmã adotiva, foi diagnosticada como transexual e começou a ser tratado como uma menina. Foi então que a família começou a oferecer roupas femininas e enfim observar qual seria sua reação.
Vanessia e seu marido, Joseph, um engenheiro da Força Aérea do Arizona, tomaram a decisão corajosa de contar a história de sua filha para ajudar outros pais de jovens transexuais.
“Ela costumava amarrar meu xale em volta da cintura para fazer saia. Esta era sua brincadeira favorita”, declarou ela aos jornais britânicos Daily Mail e Telegraph.
Segundo seu pai, o conservadorismo dos seus colegas militares não deixava aceitar a condição de sua filha. Entretanto, eles decidiram apostar no bem-estar da criança e resolveram ignorar o preconceito. “Nós percebemos que tínhamos um menino especial. Mas pensamos: ‘Enquanto o nosso filho estiver feliz, tudo bem’”, afirmou Joseph.
Seus pais também comentaram que encontraram na internet grande fonte de informações sobre o assunto. Eles contaram que inicialmente acharam muitos sites falando sobre o assunto, entretanto, destinados para adultos. Logo depois, descobriram que havia outras crianças que, segundo diagnósticos médicos, nasceram com o sexo errado.
No ano passado, Joey teve todos os seus documentos trocados e agora chama-se oficialmente: Josie. Atualmente ela está sendo acompanhada por médicos e psicólogos e deverá ingerir hormônios femininos quando completar 12 anos. Sua mãe também comentou que provavelmente ela deverá ser submetida a uma cirurgia para mudança de sexo, apenas quando for adulta.